Pneus

PNEUS

Feito a partir da combinação de borracha natural, derivados do petróleo, aço e produtos químicos, é um produto de difícil decomposição. O descarte inadequado de pneus causa vários problemas, entre eles: assoreamento de rios e lagos, riscos de incêndio e, quando depositados a céu aberto (terrenos baldios ou lixões) podem ser criadouros de mosquitos transmissores de dengue, febre amarela e encefalite.

Desde 2005, as empresas fabricantes e importadoras de pneus são obrigadas, por força de lei (Resoluções CONAMA 258/99 e 301/03), a dar destino ambientalmente adequado aos pneus inservíveis (aqueles que não podem mais ser reformados).

Milhões de pneus são descartados anualmente no Brasil. Considerando que a logística de recolhimento dos pneus inservíveis ainda é falha, os consumidores podem colaborar levando seu pneu usado às distribuidoras ou revendedoras no ato da compra de um novo. Estas se encarregarão de encaminhar corretamente o pneu descartado.

Para o consumidor que não vai trocar seu pneu, mas pretende dar destino adequado a pneus inservíveis, a ANIP - Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos mantém o “Programa de Coleta e Destinação de Pneus”, que conta com 176 pontos de recolhimento distribuídos no território brasileiro. Para saber mais, acesse www.anip.com.br

REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM

Os pneus inservíveis podem ser reutilizados em sua forma original, sendo aplicados para diversos fins, entre eles: barreiras em acostamentos de estradas, quebra-mar, elemento de construção de parques e playgrounds.

Os pneus também podem ser reutilizados de forma artística, gerando renda para comunidades.

O projeto Arte em Pneus (www.arteempneus.org.br) é um bom exemplo.

Quanto à reciclagem de pneus, há diversas tecnologias:

  • Asfalto modificado com borracha: o processo envolve a adição do pneu em pedaços ou em pó ao pavimento, podendo dobrar a vida útil da estrada, pois a borracha promove ao pavimento uma maior elasticidade frente a mudanças de temperatura.
  • Regeneração da borracha: o material resultante deste processo é utilizado na produção de solas de sapatos, tapetes de automóveis, pneus industriais e de bicicletas.
  • Geração de energia: um pneu usado contém 9,5 litros de petróleo em sua composição e produz mais energia por quilograma do que o carvão. Se comparado ao óleo diesel, os fragmentos de pneus também apresentam melhor relação custo-benefício. Assim, colocados em fornos específicos, os pneus podem ser queimados e utilizados na geração de energia. No Brasil, algumas fábricas de cimento realizam esse processo.