Plástico... a origem desta palavra vem do grego plastikós, que significa adequado à moldagem... o que nos diz muita coisa, entre elas, que é aplicável a muitos usos. Você já parou para pensar que ao nascer já estamos cercados por plásticos no hospital? E depois em nossas casas com tantos utensílios desde nosso despertar ao escovar os dentes, lavar o cabelo, acender ou apagar uma luz e por aí adiante? Mas de onde vem tudo isso? De recursos extraídos da natureza e processados pelas indústrias!

O plástico é fabricado a partir de resinas derivadas do petróleo, um recurso não-renovável que demorou milhares de anos para se formar na natureza. Assim, não podemos mais fazer petróleo para substituir aquele que já usamos.

Apesar de sua matéria prima ter milhões de anos, o plástico é um material recente, pois as primeiras resinas sintéticas datam do início de 1900 e o PET, aquele plástico tão conhecido por embalar os refrigerantes, foi desenvolvido pelos ingleses em 1941 e até o início dos anos 70, era utilizado basicamente na indústria têxtil... Isso mesmo, na fabricação de tecidos! Aqui no Brasil, o PET chegou em 1988 também para ser utilizado na indústria têxtil e, somente a partir de 1993 passou a ser utilizado em grande escala como embalagem de refrigerantes.

São muitas resinas existentes. Quase 50 tipos de plásticos diferentes são usados para fazer coisas que utilizamos no dia-a-dia. No entanto, 90% dos produtos que consumimos é representado por 6 tipos: PET, PVC, PP, PEAD, PEBD e PS.

Devido à dificuldade de se diferenciar um tipo de plástico de outro, foi criado um sistema internacional de codificação (impresso na embalagem do produto), identificando a categoria em que se enquadra:

1 – PET (Politereftalato de Etileno)

Algumas aplicações: frascos para uso hospitalar, frascos de refrigerantes, água, óleos vegetais, embalagens de frutas, frascos de detergente, fibras têxteis, etc.

2 – PEAD (Polietileno de Alta Densidade)

Algumas aplicações: utilidades domésticas, embalagens de produtos de limpeza, óleos automotivos, higiene pessoal e cosméticos, baldes, sacolas de supermercados, tampas, potes, etc.

3 – PVC (Policloreto de Vinila)

Algumas aplicações: tubos de água e esgoto, garrafões de água mineral, produtos de limpeza, mangueiras, brinquedos, embalagens de remédios, etc.

4 – PEBD (Polietileno de Baixa Densidade)

Algumas aplicações: sacos de lixo, sacolas de supermercados, sacos industriais, lonas agrícolas, filmes flexíveis para embalagens de alimentos, rótulos de embalagens, etc.

5 – PP (Polipropileno)

Algumas aplicações: fios e cabos, sacos de ráfia, potes de margarina, frascos, caixas de bebidas, autopeças, garrafões de água mineral, copos e seringas descartáveis, utilidades domésticas, etc.

6 – PS (Poliestireno)

Algumas aplicações: isopor, copos descartáveis, gabinetes de aparelhos de som e TV, material escolar, potes para iogurtes, sorvetes, doces, frascos, geladeiras (parte interna da porta), pratos, tampas, aparelhos de barbear descartáveis, brinquedos, etc.

7 - Outros

Neste grupo encontram-se, entre outros, os seguintes plásticos: ABS/SAN, EVA, PA e PC.

Alguns produtos: solados, autopeças, chinelos, pneus, acessórios esportivos e náuticos, plásticos especiais e de engenharia, CDs, eletrodomésticos, corpos de computadores, etc.

 

Devido à sua composição química, o plástico apresenta grande resistência à degradação natural, demorando muitos e muitos anos para se decompor. Apesar de haver muita pesquisa para a produção de plásticos biodegradáveis, ou seja, que podem ser assimilados pela natureza, ainda não temos fácil acesso a estes produtos. Por isso é importante consumirmos com responsabilidade, ou seja, sempre refletindo antes de comprar um produto e, após sua utilização, dar o destino correto: a reutilização ou a reciclagem.

 

A RECICLAGEM DO PLÁSTICO E SEUS BENEFÍCIOS

A presença de plásticos nos aterros sanitários dificulta o processo de decomposição da matéria orgânica. Apesar de representarem cerca de 4 a 7% em massa, pois são muito leves, ocupam de 15 a 20% do volume do lixo. Para se ter uma idéia, um caminhão com capacidade para transportar 12 toneladas de lixo comum, transportará apenas 6 a 7 toneladas de plástico compactado, ou 2 toneladas sem compactação!

Além de aumentar a vida útil dos aterros, a reciclagem do plástico poupa recursos naturais e economiza cerca de 78% da energia que seria gasta pelo processo primário.

Muitos produtos podem ser obtidos com a reciclagem de plásticos: utensílios domésticos, telhas, cadeiras e mesas, móveis de escritório, camisetas, etc. Mas, para que isso aconteça os materiais consumidos devem ser encaminhados para os programas de coleta seletiva. Veja abaixo o que pode ou não pode ser encaminhado

 

LEMBRE-SE: O MATERIAL DEVE ESTAR LIMPO E SECO.

Mas isso não significa ter que lavar as embalagens. Não desperdice água! Apenas enxágüe retirando os restos de comida, assim você garante a higiene da sua casa não atraindo visitantes indesejáveis.

 

 

DICAS

PODE

NÃO PODE

P

L

Á

S

T

I

C

O

.

Para lavar as embalagens de refrigerante, coloque cerca de 1 dedo de água na garrafa e agite.

 

Para retirar a gordura das embalagens, deixe-as de molho na água quente com um pouco de detergente.

 

Embalagens: alimento, bebida, limpeza e beleza.

Tampas

Potes

Copos

Canos e tubos

Peças de brinquedos,

Sacos em geral

Isopor em blocos (aqueles utilizados para proteção de aparelhos eletrônicos)

 

Cabo de panela

Embalagens de biscoito e/ou metalizada

Espumas

Adesivos

Fraldas descartáveis

Tomadas

Celofane

Bandeja de isopor