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Com
o desenvolvimento acelerado e os avanços tecnológicos, a
produção e o descarte de outro tipo de lixo vem precisando
de atenção: o lixo eletrônico e tecnológico.
O
maior problema deste “novo” lixo é que em sua
composição há substâncias que são uma ameaça à saúde e
ao meio ambiente. Cobre, lítio, cádmio, zinco, níquel,
arsênico, mercúrio e chumbo são exemplos destes materiais.
Quando
descartados incorretamente, poluem o solo e a água. Além
disso, essas substâncias são responsáveis por uma série de
doenças.
Saiba
um pouco mais sobre alguns desses resíduos e como agir
corretamente no descarte dos mesmos:
BATERIAS DE CELULAR
Hoje,
mais de 2 bilhões de celulares são usados em todo o mundo.
Considerando a quantidade de novos modelos e tamanhos que nos
são oferecidos diariamente, é necessário refletir sobre o
descarte destes produtos. As baterias destes aparelhos não
devem ser colocadas no lixo comum, pois possuem substâncias
tóxicas que afetam o sistema nervoso central, o fígado, os
rins e os pulmões.
Além
disso, contém substâncias que contaminam o solo, a água e o
ar.
Como ajudar?
Evite trocar seu celular, mas se
julgar extremamente necessário, deposite a bateria usada nas
lojas representantes da marca do seu aparelho (as empresas
fabricantes são responsáveis pelo recolhimento e correto
armazenamento ou reciclagem desses materiais).
Para saber mais:
Resolução CONAMA n0 257/263.
LÂMPADAS
FLUORESCENTES
As
lâmpadas fluorescentes contêm substâncias químicas que
afetam o ser humano, como o mercúrio, um metal pesado que se
ingerido ou inalado, causa efeitos desastrosos ao sistema
nervoso.
Quando
dispostas em lixões ou aterros, contaminam o solo e a água.
A
reciclagem deste material é feita com a separação dos
componentes metálicos, o vidro e o mercúrio, para
encaminhamento ao mercado. Porém este processo é realizado
por empresas especializadas que cobram pela retirada do
material.
Como ajudar?
- evitar a quebra dessas
lâmpadas e, se possível, usar a embalagem original na hora
do descarte.
- locais de grande geração
devem encaminhá-las à reciclagem por meio de empresas
especializadas
MICROCOMPUTADORES
Segundo matéria editada pelo Instituto Akatu, em
2008, o número de computadores pessoais (PCs) em
funcionamento no mundo deve atingir a astronômica cifra de um
bilhão. Desde o seu surgimento nos anos 1970, até chegar a
essa marca, passaram-se um pouco mais de três décadas.
Porém, para dobrar esse número serão necessários apenas
sete anos. De acordo com estimativa divulgada pela consultoria
Forrester Research, em 2015 haverá dois bilhões de PCs
espalhados pelo mundo.
Segundo
a Universidade das Nações Unidas (UNU), um computador comum
(24 quilos, em média) emprega ao menos dez vezes o seu peso
em combustíveis fósseis (contribuindo para o aquecimento
global) e 1.500 litros de água em seu processo de
fabricação. Um único chip de memória RAM consome 1,7
quilos de combustíveis fósseis e substâncias químicas para
ser produzido, o que corresponde a cerca de 400 vezes o seu
peso.
O
descarte desses equipamentos resulta na geração 50 milhões
de toneladas de lixo todos os anos, segundo o Programa de
Desenvolvimento das Nações Unidas. É uma montanha com mais
de 200 milhões de PCs completos, que tende a saturar aterros
e depósitos. Para agravar a situação, algumas peças de
computadores contêm metais pesados como mercúrio, cádmio,
chumbo e cromo, transformando-as em um risco à saúde
pública, quando descartados de forma inadequada.
Para ler esta matéria na íntegra (O lado
perigoso do avanço dos computadores - 17/julho/2007) acesse: www.akatu.org.br
Como ajudar?
- Avalie se realmente precisa
trocar seu computador, em caso positivo, doe o seu usado para
entidades que o reutilizem.
Para doações e maiores
informações:
Associação Brasileira de
Redistribuição de Excedentes
www.abre-excedente.org.br
Casas André Luiz
www.andreluiz.org.br
Comitê pela Democratização da
Informática
www.cdi.org.br
Museu do Computador
www.museudocomputador.com.br
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