AEROSSOL
Produto de autopropulsão pelo uso quer de gases liquefeitos
ou comprimidos.
Aerossol ou Aerosol é um conjunto de partículas
suspensas num gás, com alta mobilidade intercontinental. O termo
refere-se tanto as partículas como ao gás no qual as
partículas estão suspensas. O tamanho das
partículas varia desde 0,002 µm a mais de 100 µm,
isto é, desde umas poucas moléculas até o tamanho
em que as ditas partículas não podem permanecer suspensas
no gás.
COMPONENTES
1. Embalagem
Pode ser de alumínio, ferro branco, plástico ou vidro.
Para os dois primeiros, a abertura é universalmente normalizada em
uma polegada. No caso do vidro existem terminações de
15-18-20 m/m. Existem diretrizes rigorosas para essas aberturas, pois
é aí que vai se apoiar o suporte da válvula e a
recravação deve ser perfeitamente estanque.
Por motivos de precaução à corrosão, os
tubos metálicos podem ser revestidos internamente e, por
segurança, o vidro recebe uma proteção externa de
plástico.
Os tubos metálicos existem:
- Em folha de Flandres com três partes: o domo, o fundo e o
corpo, ajuntados por meio de recravação. O corpo
antigamente era agrafado e soldado, hoje se utiliza o sistema
Soudronic de solda elétrica. Existem também sistemas
de embutimento profundo dando um tubo duas peças.
- Em alumínio, cujo sistema de extrusão de uma
pastilha leva a um monobloco, mas utilizam-se tubos duas
peças (fundo recravado).
A estanqueidade das várias peças é feita
através de uma junta látex líquida polimerizada em
forno e uma recravação, obedecendo a normas rigorosas de
espessura, altura e porcentagem de recobrimento.
2. Prato da válvula (Copela para válvula 1)
Para embalagens de vidro, plásticos e pequenos tubos de
alumínio, utiliza-se um prato de alumínio anodizado para
fazer a conexão válvula-tubo. No caso de tubos com abertura
de uma polegada, a copela suporte da válvula é fabricada em
ferro-branco, revestida ou não ou em alumínio revestido ou
anodizado. As normas de controle aplicadas e
as especificações são muito rigorosas, tanto no
espaço de fixação da válvula como o lugar de
recravação do prato ou copela no tubo. Para a
recravação, há necessidade de uma junta de
vedação que pode ser arruela de borracha ou
junta-líquida no caso da copela, ou apenas uma arruela no caso do
prato. Também as especificações são rigorosas
para essa junta e existem normas de controle.
3. Válvula
Existem no Brasil vários tipos de válvulas. Todas elas de
qualidade, mas mesmo assim precisam de um controle rígido de
qualidade pelo utilizador, pois é a peça principal do
sistema, sendo o caminho de comunicação entre o interior e o
exterior da lata, e ainda a peça que vai definir o tipo de
pulverização.
As válvulas são feitas de peças em plástico
(Nylon, debrin, Telcon, etc): corpo, atuador; de peças de aço:
mola, inserto (pode ser de plástico); e de borracha: diafragma. Este
último item exige um cuidado especial sobre a decisão da
natureza do elastômero ao formular o produto. As válvulas podem
ser macho e fêmea, dependendo da introdução do atuador
no corpo. Para ajudar a dispersão de algumas fórmulas existem
válvulas especiais com mecanical break up, ou seja, com tomada de
gás adicional no corpo e alimentação da mistura
gás-líquido na parte baixa do inserto do atuador e que
contém caminhos helicoidais. O resultado dá um spray
turbilhonário, que é importante na dispersão, por
exemplo, de solventes pouco voláteis ou formulações de
fase aquosa.
Um pescante (ou mergulhador) pode ligar a válvula do fundo do
tubo. Em geral de polietileno, a qualidade e compatibilidade com o meio
têm que ser bem estudadas (stress cracking), assim como a sua
dilatação no comprimento e diâmetro.
4. Tampa
Peça de proteção de plástico (polipropileno,
etc) da válvula, ela pode também fazer parte do sistema de
atuação da válvula (spray cap).
Aerossóis atmosféricos
Alguns aerossóis ocorrem de forma natural, originados pela
vegetação viva, da pulverização da água,
dos vulcões, das tempestades de areia ou pó ou de
incêndios florestais. Algumas atividades humanas, como o uso de
combustíveis fósseis e alteração da
superfície terrestre também geram aerossóis.
Repartidos pelo planeta, os aerossóis antropogênicos —
aqueles que são gerados pelas pessoas— representam 10% da quantidade
total de aerossol presente na atmosfera. Os aerossóis são
rapidamente removidos da atmosfera por meio de processos hidrológicos
naturais ou por deposição.
Como funcionam as latas de aerossol
Provavelmente você nunca ouviu falar em Eric Rotheim, apesar da sua
familiaridade com o trabalho dele. Rotheim, engenheiro e inventor
norueguês, propôs o primeiro projeto de lata de aerossol
há mais de 75 anos. A tecnologia evoluiu um pouco com o tempo, mas a
ilustração da patente americana de Rotheim, de 1931, mostra a
maior parte dos principais elementos encontrados nas latas de aerossol de
hoje.
No início, a novidade de Rotheim não causou muito impacto.
Isto até a Segunda Guerra Mundial, quando o exército americano
introduziu a lata de aerossol para distribuir inseticida, ao perceberem o
potencial do produto. As latas, fáceis de serem usadas, eram de
inestimável ajuda para os soldados no Pacífico, onde insetos
transmissores de doenças representavam uma grande ameaça.
Nos anos que se seguiram à guerra, as indústrias adaptaram
essa tecnologia a uma grande variedade de aplicações. Hoje
em dia, há milhares de produtos acondicionados em latas de aerossol,
como spray para cabelo, óleo de cozinha e até
medicamentos.
Os fluidos
O que existe por trás de uma lata de aerossol é muito simples:
um fluido armazenado sob alta pressão é utilizado para impelir
outro para fora da lata. Para entender como isso funciona você precisa
saber um pouco sobre fluidos e pressão dos fluidos.
Um fluido é qualquer substância constituída de
partículas que fluem livremente. Isto inclui substâncias em
estado líquido, como a água da torneira, assim como
substâncias em estado gasoso, como o ar atmosférico.
As partículas em um líquido estão todas fracamente
ligadas e movem-se com relativa liberdade. Como as partículas
estão todas ligadas, um líquido em uma temperatura constante
possui um volume fixo.
Se você aplicar quantidade suficiente de energia a um líquido
(aquecendo-o), as partículas vibrarão até quebrar as
forças que as mantinham unidas. O líquido se transformará
em gás, um fluido em que as partículas podem se mover com
relativa independência. Este é o processo de fervura e a
temperatura em que isso ocorre é conhecida como o ponto de
ebulição das substâncias. Substâncias diferentes
possuem diferentes pontos de ebulição: por exemplo, usa-se maior
quantidade de calor para mudar a água do estado líquido para o
gasoso do que o álcool.
A força das partículas, se movendo individualmente em um
gás, pode crescer sob grande pressão. Como as partículas
não estão todas ligadas, um gás não tem um volume
definido como um líquido: as partículas irão se empurrar
para fora. Neste caso, um gás se expande até preencher todo o
espaço vazio.
Quando o gás se expande, a sua pressão decresce, pois existem
poucas partículas em uma determinada área para colidir com
alguma coisa. Um gás aplica muito mais pressão quando é
comprimido em um espaço relativamente pequeno porque há muito
mais partículas movendo-se de um lado para o outro nessa
área.
Uma lata de aerossol aplica esses princípios básicos com um
objetivo: expelir uma substância líquida.
Propelente e produto
Pouco solúveis: CO2, N2O / Insolúveis: N2
Uma lata de aerossol contém um fluido que ferve bem abaixo da
temperatura ambiente (chamado de propelente) e um que ferve em temperatura
muito mais alta (chamado de produto). O produto é uma substância
como, por exemplo, o spray para cabelos ou o repelente de insetos, e o
propelente fornece uma maneira para o produto sair da lata. Ambos os fluidos
são armazenados em uma lata de metal lacrada.
Há duas maneiras de se configurar um sistema de aerossol. Na forma
mais simples você despeja o produto líquido, lacra a lata e em
seguida bomba o gás propelente através do sistema de
válvula. O gás é bombeado sob alta pressão,
comprimindo o produto líquido com muita força. Quando
empurramos o pino para baixo, a entrada escorrega para baixo do lacre, abrindo
a passagem do interior para o exterior da lata. O gás propelente de
alta pressão impele o produto líquido até o topo do tubo
de plástico e daí para fora através do bocal. O estreito
bocal serve para borrifar o líquido que flui por ele, quebrando-o em
pequenas gotículas que formam um fino spray.
Gás liquefeito
Inflamáveis: cloreto de etila, éter dimetílico, N-butano
e isobutano, propano.
Desde que o produto seja líquido à temperatura ambiente, ele
é simplesmente derramado dentro da lata antes dela ser lacrada. O
propelente, por outro lado, precisa ser bombeado para dentro sob alta
pressão depois que a lata é lacrada. Quando o propelente
é mantido sob suficiente alta pressão, ele não tem
qualquer capacidade de se expandir em um gás. Ele permanece em estado
líquido enquanto a pressão é mantida (este é o
mesmo princípio usado em uma grelha de propano líquido).
Quando a válvula é aberta, a pressão no propelente
líquido é reduzida instantaneamente. Em baixa
pressão, ele pode começar a ferver. Partículas são
liberadas, formando uma camada de gás que se acumula no topo da lata.
Essa camada de gás pressurizado empurra o produto líquido e
também parte do propelente líquido para cima do tubo, em
direção ao bocal. Algumas latas, como os spray de tinta, possuem
internamente uma bola de movimento. Sacudindo-se a lata, a bola se movimenta e,
com isso, ajuda a misturar o propelente e o produto, que é posto para
fora em uma fina névoa.
Quando o líquido flui pelo bocal, o propelente rapidamente se expande
em um gás. Em algumas latas de aerossol essa ação auxilia
o borrifar do produto, formando uma finíssima camada de spray. Em outros
projetos, o propelente que se evapora forma bolhas no produto, criando uma
espuma. A consistência do produto expelido depende de vários
fatores, que incluem: a composição química do propelente
e do produto; a proporção entre o propelente e o produto; a
pressão do propelente; o tamanho e a forma do sistema de
válvula.
As indústrias estão capacitadas a produzir uma ampla variedade
de dispositivos de aerossol configurando esses elementos em diferentes
combinações. Mas seja disparando chantili, gel de barbear ou uma
fina névoa de desodorante, o mecanismo básico da lata é o
mesmo: um fluido empurra outro.
Risco ambiental?
Até a década de 80, muitas latas de aerossol de gases liquefeitos
usavam clorofluorcarbonos (CFCs) como propelentes. Depois que os cientistas
concluíram que os CFCs eram prejudiciais à camada de ozônio,
70 nações assinaram o Protocolo de Montreal, um acordo para
eliminar o uso do CFC durante a década seguinte.
Hoje, quase todas as latas de aerossol possuem um propelente alternativo,
como o gás liquefeito de petróleo, que não apresenta
um risco tão sério ao meio ambiente.
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